segunda-feira, 11 de abril de 2011

Estrada × Mansões × Pessimismo


Conheço todas as ruas do lado norte da cidade. Estradas bonitas, calmas, paisagem invejável, pessoas elegantes, carros luxuosos e mansões admiráveis. Uma vida tanto quanto perfeita, que é demonstrada através daquela majestosa estrada que se alastrava pela cantos daquela exótica cidade. Mas eu me pergunto: por que eu deveria andar por lá? Que vida chata seria ter tudo que você quer sem nem ao menos batalhar por isso. A calmaria daquela estrada mostra a monotonia da região, das pessoas, de tudo que lá permanece, a felicidade parece estar presente lá, mas não passa de um engano, tudo é fácil naquele lado da cidade. Prefiro fazer as coisas do modo difícil, conquistar batalhando e andando pela Wallstreet 57 com medo, esperando que alguma coisa não mude minha vida. E para essas horas o bom senhor sempre me avisou que o pessimismo é a melhor forma para encarar a vida. Amo o pessimismo, não o meu, mas sim o seu. O pessimismo me comove principalmente das pessoas aqui do meu lado da cidade, que vive sem esperanças, e quando aparece a mínima oportunidade de mudar a vida eles dão valor a isso naturalmente como uma proposta qualquer, e não como a "proposta da vida" por que eles simplesmente não criam uma expectativa e isso acaba não criando a frustração se não der certo e consequentemente não cria tristeza. Eu sempre achei lá nas ruas do norte da cidade eu iria encontrar a felicidade, acabei me decepcionando, essa foi a primeira, unica e ultima vez que fui otimista.

"São dessa natureza os esforços e os desejos humanos que nos fazem vibrar diante de sua realização como se fossem o fim último da nossa vontade; mas, depois de satisfeitos, mudam de fisionomia, esquecidos ou relegados, colocados de lado como ilusões desfeitas" Arthur Schopenhauer

Nenhum comentário:

Postar um comentário