sexta-feira, 18 de março de 2011

Enviado × Devolver × Acordar


Enviado para a terra ele carregava em sua mão uma foice e uma grande capa escura cobria todo seu rosto. O derradeiro ser vagava pelas ruas sem destino, sem razões, sem vida. Carregava em sua foice toda sua dor e tristeza, não esboçava nenhum sentimento se quer quando se deparava com aquelas estátuas de ossos que estavam vagabundeando a beira da estrada naquela deserta rua sem fim. Deserta de vida claro. A vida dele era injusta, cruel e impiedosa, era isso que dava para ver em suas lágrimas de sangue que escorriam do seus rosto e marcavam o seu caminho ao longo daquele imundo campo de batalha deixado para trás. Ele vinha na minha direção, parecia um robô. Tentei fugir mas minha alma estava preso numa atmosfera maligna que ali estava e não consegui fazer nada a não ser respirar. Ele foi cuidadosamente chegando perto e então ele olhou para mim e ergueu sua foice mirando na altura de meu peito. Naquele momento eu não estava conseguindo nem ao menos respirar pois o medo tinha tomado minha alma, então eu fechei os olhos para a tal cena. Quando eu abri novamente pude notar que havia um grande corte em meu peito, mas que não sangrava e que aquela figura em minha frente estava sem a capa em seu rosto, suas feições eram parecidas com a da garota que eu amava, em sua mão havia um coração que ela estava colocando cuidadosamente em meu peito, aquele era o meu coração e que eu tinha dado a ela. E então antes de sumir ela falou. "Desculpe-me".

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