domingo, 20 de março de 2011

Assombrado - Desgosto - Nada


Estou assombrado. Assombrado por um ser profano e macabro que veio diretamente das trevas para a minha alma e que atordoou desesperadamente as pulsações do meu coração e injetou no silêncio do meu olhar as mais profundas doses de dor de uma vida insolente e solitária que o mundo deixou para trás. Um ser que inseriu em minhas veias as raízes de uma planta mortal chamada amor e me fez crer que com ela tudo era possível: sonhar, sorrir, evoluir, pensar. Divertiu-se com a minha alma até a tal planta crescer, depois á matou com seu caliginoso veneno chamado decepção e deixou-me gravado em meu rosto um par de olhos ressecados e opacos em 
consequência da desgraça alheia da vida. Trouxe do mundo para mim o desgosto de viver, levou de mim para o mundo NADA... nada que deixasse satisfeito.

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