quinta-feira, 31 de março de 2011

Mudar × Mudança × Mudei


Aquele era o único ser que eu confiava. Não posso dizer que ele era humano, mas era único; ora sagaz, ora cínico e outrora malvado, ele era o "único ser em que eu confiava". Nunca me abandonou, ficava todo dia ao menos 15 minutos do dia me encarando frente a frente com aquele rosto pálido e com seus lábios secos fitando cuidadosamente os meus gestos e copiando precisamente. Um o narciso doutro. Era ele aquele em que eu admirava e depositava minha fé, aquele em que eu via os seus olhos brilhando e dizia "você vai conseguir". ERA ELE o meu melhor amigo e que foi incinerando-se até sumir completamente de mim. Já nem o reconhecia mais quando ele estava embaçado naquele espelho. Não o reconhecia ele e nem a mim, minha imagem, meu amigo, minhas qualidades. Tudo se foi. Primeiro por um reflexo embaçado que era impossível de reconhecer, nem mesmo os brilhos nos olhos eu conseguia enxergar e sua imagem nunca mais foi vista e nem reconhecida por ninguém. ... e depois aconteceu algo maior. O espelho quebrou e levou de mim tudo que eu tinha, qualidades, esperanças, um amigo e a vida. Ele levou tudo, e ele quebrou! não por causa de mim, mas por causa do outro. Do outro eu que estava dentro dele.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ódio × Odeio × Arrepender


Eu me odeio! Ninguém leva a sério quando eu digo isso, mas é verdade. Por que? Não sei. Sou feliz? Não. Sim! Talvez. Não tenho certeza! Certeza? É talvez é isso que falta em minha vida. Pode até ser um paradoxo mas eu não tenho certeza se tenho certeza do que faço, penso, digo. Parece que esqueci de esquecer o lado negativo de tudo. Aquele medo de me arrepender me consome muito. Aliás, o suficiente para eu me odiar e depois me arrepender de ter me odiado.

domingo, 20 de março de 2011

Mundo × Castigo × Talvez


Lembro-me bem daquela pequena garota infame e sarcástica que o mundo veio a conceber. Criada pelos seus pais recebeu belas qualidades, julgada impiedosamente pela vida recebeu seus defeitos. Vencedora do prêmio Nobel de falsidade ela conseguiu cultivar em suas mãos uma grande e rara habilidade de criar inimigos. Vivendo orgulhosamente seu conto de fadas ela conseguiu a sua maior proeza de sua vida: ser feliz, pelo menos era isso que ela tentava demonstrar para o mundo lá fora. Talvez ela estivesse feliz mas ao mesmo tempo insatisfeita. Talvez ela estivesse feliz mesmo, mas apenas no seu conceito egoísta. Talvez ela estivesse iludindo a si mesma. Talvez ela precisava apenas de alguém para compartilhar sua felicidade. Talvez... Talvez.

Assombrado - Desgosto - Nada


Estou assombrado. Assombrado por um ser profano e macabro que veio diretamente das trevas para a minha alma e que atordoou desesperadamente as pulsações do meu coração e injetou no silêncio do meu olhar as mais profundas doses de dor de uma vida insolente e solitária que o mundo deixou para trás. Um ser que inseriu em minhas veias as raízes de uma planta mortal chamada amor e me fez crer que com ela tudo era possível: sonhar, sorrir, evoluir, pensar. Divertiu-se com a minha alma até a tal planta crescer, depois á matou com seu caliginoso veneno chamado decepção e deixou-me gravado em meu rosto um par de olhos ressecados e opacos em 
consequência da desgraça alheia da vida. Trouxe do mundo para mim o desgosto de viver, levou de mim para o mundo NADA... nada que deixasse satisfeito.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Enviado × Devolver × Acordar


Enviado para a terra ele carregava em sua mão uma foice e uma grande capa escura cobria todo seu rosto. O derradeiro ser vagava pelas ruas sem destino, sem razões, sem vida. Carregava em sua foice toda sua dor e tristeza, não esboçava nenhum sentimento se quer quando se deparava com aquelas estátuas de ossos que estavam vagabundeando a beira da estrada naquela deserta rua sem fim. Deserta de vida claro. A vida dele era injusta, cruel e impiedosa, era isso que dava para ver em suas lágrimas de sangue que escorriam do seus rosto e marcavam o seu caminho ao longo daquele imundo campo de batalha deixado para trás. Ele vinha na minha direção, parecia um robô. Tentei fugir mas minha alma estava preso numa atmosfera maligna que ali estava e não consegui fazer nada a não ser respirar. Ele foi cuidadosamente chegando perto e então ele olhou para mim e ergueu sua foice mirando na altura de meu peito. Naquele momento eu não estava conseguindo nem ao menos respirar pois o medo tinha tomado minha alma, então eu fechei os olhos para a tal cena. Quando eu abri novamente pude notar que havia um grande corte em meu peito, mas que não sangrava e que aquela figura em minha frente estava sem a capa em seu rosto, suas feições eram parecidas com a da garota que eu amava, em sua mão havia um coração que ela estava colocando cuidadosamente em meu peito, aquele era o meu coração e que eu tinha dado a ela. E então antes de sumir ela falou. "Desculpe-me".

Valor × Indireta × Direta


Sua maquiagem estava mais do que borrada e seu coração estava partido em milhares de pedaços que estavam escondido pelo chão daquele vasto salão. Os seus olhos azuis celestes eram a fábrica das lágrimas mais cristalinas que eu já tinha visto e que chamou muito a minha atenção naquela festa de fim de ano. Aliás, chamou a atenção de todo mundo que ali estava e que olhavam aquela pequena garota delicada jogada pelos cantos do salão chorando sem a menor compaixão por ela. Não foi difícil de perceber o motivo de tanta tristeza dela, pois ela não disfarçava os seus olhares para o rapaz que ela amava e que estava se agarrando aos beijos com outra garota e que por sinal, era tão bonita quanto ela. Fiquei por um bom tempo olhando ela lá, sentada sem parar de chorar até que ela então vira em minha direção, fica me observando por alguns segundos e então dá um sorriso tímido e me chama para ir até lá,  Eu amava ela, mas alguns dias antes eu tinha decidido de desistir dela pois ela sempre me ignorava e naquela noite eu decidi não ir até lá, talvez tenha sido um ato egoísta, mas eu tinha prometido a mim mesmo que não a trataria mais com prioridade, pois ela sempre me tratou como opção, e ali não estava sendo diferente. Então apenas dei um sorriso cínico de resposta a ela, terminei de tomar o meu Blue Label e voltei para a festa.

Delicado × Amor × Mundo


Por que sempre quando falamos em amor sobre qualquer assunto que seja ele se torna delicado? Amor, palavra forte que sempre me comove quando pronunciada e que me inspira para a vida. Alguns ainda não podem ter percebido mas a vida é levada pelo amor, quais quer que seja. O meu amor é único, é perturbador, atordoado, impetuoso, caótico, meu amor é uma verdadeira chama que ascende meu coração para o inusitado e o improvável das palavras que formam uma frase, que ganham vida e que são transmitidas para o meu ser através de gestos improváveis para o ser humano e que são apenas compreendidos por mim mesmo. O meu amor constrói mundos. O meu mundo é profano, sem crenças, sem futuro, sem vida, sem mundo. Minha vida, sem alma, sem oportunidades, presa na escuridão da hipocrisia alheia do mundo só consegue crer em uma coisa diante de toda escuridão que você criou entre nós. Meu amor por você é diferente de qualquer amor.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Desistir? × Continuar? × The Strokes


Resolvi tirar um tempo, um tempo só para mim. Um tempo para eu descansar, tocar violão, ouvir The Strokes e deixar a vida me mostrar a direção que eu devo ir. Cansei de planejar caminhos para eu seguir, estou muito cansado e está tudo muito confuso em minha vida ultimamente e eu estou muito cansado mesmo, depois de lutar por muito tempo pelo meu sonho acabei desistindo dele por motivos mais que pessoais e que agora está afetando a minha cabeça bloqueando meus pensamentos para qualquer coisa que eu posso querer fazer e até mesmo está afetando minhas postagens aqui no blog, pois eu não consigo pensar em mais nada, a não ser no que eu fiz. Todos meus esforços atrás do que eu mais queria foram em vão... para mim foram, mas para outras pessoas eu sei que não, mas apesar disso não estou nem um pouco satisfeito mas uma parte de mim diz para não continuar a ir de atrás enquanto a outra parte de mim diz para eu não desistir de maneira alguma, mas a verdade é que a cada dia que passa fica mais difícil, bem mais difícil aliás. Mas é complicado mais ainda por que eu não posso fazer mais nada por isso, tudo que eu tinha a fazer eu já fiz. Então... não sei o que fazer... prefiro ouvir The Strokes.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Guerra × Amor × Alamedas


As balas estava ricocheteando por todos os lados, era difícil definir o inimigo, e muito menos os amigos, amigos de guerra eu quis dizer, por que meu amigos de verdade estavam lá comigo atrás daquele muro se protegendo das balas perdidas. Estávamos saindo de casa quando de repente chegamos ao portão da mesma e a luzes da cidade apagaram rapidamente e mais rápido ainda começou o tiroteio. Nem deu tempo para pensarmos em algo no momento e se jogamos atrás do muro. Ficamos horas e horas lá pensando no que fazer e enquanto isso as balas não paravam de ser atiradas ao nada, aliás ninguém sabia quem era o alvo e eu realmente não estava preocupado com isso pois minha familia estava no exterior e meus amigos estavam lá comigo, e ela também estava lá com nós, porém ainda éramos apenas amigos, aliás eu achava que ela estava lá com nós mas ela tinha sumido, sumido de uma maneira difícil de explicar. Isso me deixou atordoado e com o coração desesperado, pois o inimigo desconhecido tinha levado a garota que eu amava, isso não saia da minha cabeça, eu não conseguia levantar outra hipótese a não ser essa. Não demorou muito para se concretiza-la pois meio a tanto barulho que estava fazendo lá era possível ver uma voz roca e fraca pedindo ajuda. Ela era ela sendo levada pelo inimigo não sei por que e não sei pra que. No momento um turbilhão de pensamentos passou na minha cabeça, mas quando eu ouvi ela gritar por socorro mais uma vez eu não pensei duas vezes olhei para um amigo meu que estava ao meu lado, não deu para ver direito o rosto dele naquela escuridão, mas percebi que ele fez um sinal de positivo com a cabeça, e então eu me atirei meio a rua correndo para as alamedas da cidade de onde estava vindo a voz dela. A voz estava cada vez mais baixa e mais profunda... ela estava muito longe, mas não deixei de me intimidar por isso, e muito menos pelas balas que passavam zunindo minha cabeça. Comemorei a cada bala que passava por mim o quão eles eram ruim de mira, mas sabia que não podia criticar muitos eles pois estava tudo muito escuro e eu não enxergava um palmo a minha frente, eu apenas ia correndo sendo guiado pela doce voz dela que estava pedindo socorro. Fiquei torcendo para que ela não parasse de gritar... e enquanto eu corria na direção dela acabei tropeçando num meio fio o que causou um barulho fraco mas o suficiente auto para os atiradores perceberem minha posição e disparar vários tiros. Outra vez os tiros passaram zunindo meus ouvidos e eu numa manobra a lá Jackie Chan me levantei rapidamente e continuei correndo em direção ao fim daquela suposta alameda. Corri por uns 50 metros depois do tal fato e quando eu parei para pegar fôlego para o próximo pique eu notei que minha perna estava queimando, estava sendo corroída por dentro e minhas meias estavam encharcada. Encharcada de sangue por um tiro que eu tomara na perna e não tinha percebido. Estava doendo muito, e eu não sabia exatamente onde o tiro atingiu pois toda a perna estava queimando e encharcada de sangue, a unica coisa que eu podia sentir era a fraqueza e a deficiência da minha perna machucada. A unica coisa que me acalmou naquele momento foi a voz dela, pedindo novamente por socorro eu pude perceber que a voz dessa vez estava mais alta e não baixa como antes, isso era sinal de que eu estava próximo dela. Os tiros ainda não tinham parados e eu guiado pelos meus instintos consegui ir mancando até atrás de uma das arvores da alameda e então tirei um tempo para respirar e outro tempo para pensar em algo... desistir? nunca, pois lá estava a garota que eu mais amo e eu queria fazer algo por ela e não deixar ela ter esse fim, sinceramente não sei que fim ela teria, ainda não sabia quem era os inimigos, mas sabia que eles não titubeavam em atirar e então vomitei outro suspiro de medo, amarrei minha camisa a minha perna, estampando a ferida e tomei coragem na minha cara e sai correndo de lá de trás daquela arvore. Nesse movimento desesperador que eu fiz eu acabei levando um tiro no ombro esquerdo e acabei tropeçando novamente no meio fio ao voltar pra estrada e acabei caindo. Naquele momento tudo estava dando errado, ela estava longe de mim, e meus esforços estavam sendo em vão, eu queria fazer algo a mais por ela pois eu amava mais do que tudo. Dei meu milessimo suspiro naquela noite, juntei forças e me levantei meio aqueles tiros, fui tropeçando mais alguns passos a frente, a dor tinha tomado meu corpo e junto com ela veio a fraqueza, mas a determinação ainda estava lá, intacta. Eu já estava quase desmaiando, mas dava para ouvir nitidamente a voz dela agora, que devia estar a uns 50 metros a minha frente... quando de repente, vi tudo mais preto que o normal e cai sobre aquele asfalto gelado, na verdade quase cai pois quando eu estava caindo fui segurado pelos meus ombros, e então com os olhos semi-abertos naquela escuridão eu pude perceber quem era. Era um amigo meu que estava lá, para me ajudar a levar-me até ela. Ele passou meu braço pelo seu ombro para me apoiar e então com muita força ele foi me levando, eu apenas me apoiava com uma perna sobre o chão e quando eu tinha visto ele, minhas forças tinha acendido novamente as esperanças de eu encontra-la. Aqueles 50 metros foi os metros mais tensos e demorados da minha vida, mas que foram compensados quando eu a vi. Ela estava lá jogada no chão, paralisada tentando se rastejar. Não havia marcas de feridas e nem nada, mas ela estava com uma aparência horrível... aos poucos eu consegui chegar mais perto dela e com forças eu peguei ela no colo e apoio ela depois sobre as minhas pernas enquanto eu estava sentado. E então ela falou quase desmaiando...
- Te amo - enquanto ela terminava de dizer eu fui abraça-la... mas quando eu fiz isso, foi quando eu acordei.

terça-feira, 15 de março de 2011

Bahia × Bahiano × Salvador


Parti-me do sul para os quatro cantos do Brasil. Não levei nada comigo a não ser um coração despedaçado de sonhos e solitário do amor que me deixou para trás, levei também o meu melhor objeto, ou melhor, um violão feito delicadamente por mim mesmo e que fielmente me acompanhava e me acalmava quando eu me sentia triste. Sem cerimônias parti-me ao som do vento em esperança de buscar um novo objetivo para viver. Sem bússolas, sem mapas, sem destino, cheguei-me a uma praia baiana. Lembro-me muito bem daquele local, tinha um mar limpo, com um clima agradável e pessoas bonitas, principalmente as baianinhas que lá estavam. Caminhei sobre aquela macia areia daquela praia em direção ao vazio, ao vazio do fim da praia. Naquela hora queria manter distância de todos pois eu não estava me sentindo bem, era como se eu não tivesse motivo para viver, era como se eu não existice, eu era como nada ali, sem razões, sem rumo, sem vida. Então, sem muito o que fazer eu peguei o violão e comecei a tocar para melhorar meu auto-estima. A música realmente era a unica coisa que me fazia bem. Notei que muitas garotas que estavam distantes começaram a me olhar com outros olhos, olhos com segundas intenções. Elas eram bonitas até, pena nenhuma ter atraído meu amor, que era difícil de ser conquistado. Mas aquele dia foi diferente para mim... de longe eu via um típico baiano com um coco-da-baia na mão. Ele vinha se cambaleando com muitas passadas em falso e passadas tortas, mas ele não podia estar bêbado com o coco. Fechei os olhos por uns minutos e fiquei apenas sentindo as notas do violão entrando na minha cabeça e quando eu relaxei eu abri lentamente os meus olhos e para minha surpresa, o tal baiano estava na minha frente. Ele ficou me fitando com um olhar de curiosidade por um tempo, até que ele teve coragem de me dar os cumprimentos. Logo pelo sotaque eu vi que era um baiano típico mesmo, o que acabou confirmado a minha hipótese anterior, porém ele não estava bêbado como eu disse. Ele ficou mais um tempo lá sentado sem dizer nada, apenas me observando tocar violão e vendo as garotas que se aproximavam. A cada intervalo de cada música que eu tocava ele batia palma, até que pela 6 música eu fiquei com ar de curiosidade e decidi perguntar o que ele estava fazendo ali, e ele olhou fixamente para mim e disse:
- Estou te observando, quero ser como você, moreno de físico forte, culto, músico e que faz sucesso com as garotas - Enquanto ele falava fiquei admirando a determinação que ele tinha colocado nas palavras ao pronuncia-las e com um sorriso tímido em meu rosto eu dei as últimas palavras antes de eu ir embora.
- Queria ser como você... - Ele olhou assustado e ergueu a sobrancelha como sinal de curiosidade ao que eu tinha falado, era possível notar que ele estava pensativo, talvez até mesmo pensando nas qualidades que ele tinha e por que eu queria ser como ele... e então eu repeti o inicio da frase, e dessa vez eu terminei. 
- Queria ser como você... um sonhador!

domingo, 13 de março de 2011

Você × Poema × Acabou



Uma triste guerra sem fim,
De esperança morreu-se o meu senhor,
Levou-me embora todas os meus sentimentos
E deixou apenas o meu amor.

Poderia ter chorado mais,
Poderia ter te criticado,
Mas naquele momento a unica certeza que eu tinha
E que eu queria ser amado.

Mesmo que eu não tivesse nada,
Mesmo se eu não tivesse tempo,
Mesmo que eu vivesse em vão
Eu não queria perder o tempo,
De tentar conquistar o seu coração.

Passei a vida te procurando
E encontrei em você o olhar que eu queria
Mas no mesmo momento a vida me deixou
Nessa triste correria que acabou com a minha alegria.

Não tive muito o que dizer,
Pois seu amor não foi em vão,
Levo no meu peito um grande sorriso seu
E o seu amor eu guardo no meu coração.

Uma vez eu era melhor em poemas, mas agora estou super enferrujado.

Abraço × Sentimentos × Amor


Aquele seu abraço foi inesquecível. Aconchegou-me de todo o mal que me cercava. Livrou-me dos meus problemas e esvaziou a minha mente por completo. Fiquei apenas sentindo a leveza e a delicadeza de sua pele macia como uma seda. Naquele momento nem os estrondos mais fortes de um trovão iriam me perturbar. Nada iria estragar aquele belo momento e, que momento. Estávamos-mos a sós, mas ao mesmo tempo parecia que não, pois ao nosso redor podíamos sentir uma atmosfera de sentimentos complexos que fazia nossos corações e nossos olhares se sintonizarem numa unica vibração. Não demorou muito para perceber que esses sentimentos eram toda positividade que existia em nossas vidas e que elas estavam entrelaçadas por um destino. O destino que trouxe a mim o melhor prazer da vida. O prazer e a felicidade de eu te amar eternamente e de você corresponder meu amor.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Rede × Música × Adeus


Estava deitado na rede de casa ao som da música Creep do Radiohead tentando lembrar do porque que ela me ignorou, mas estava difícil pois minha alma já tinha incinerado qualquer lembrança a respeito dela e naquele momento a música já estava profundamente em minhas veias. Era muito difícil aquela hora eu me concentrar em outra coisa que não fosse a bela letra da música e que, talvez não fosse tão bela, mas ela possuía algo que me encantava e mexia muito comigo. Meu coração palpitava forte quando chegava no refrão dela e estava acompanhando precisamente a batida da bateria da música enquanto minha cabeça estava encostada levemente em uma almofada colocada com muito cuidado na rede sentindo a leve brisa do fim da tarde e a doce maresia que vinha do mar. Nunca tinha sentido tantas coisas e nada ao mesmo tempo e eu só estava tendo a certeza de que minha mente estava ficando cada vez mais límpida a cada segundo que passava. Quando a música acabou e eu me levantei daquela rede, saí daquele estado de hibernação sentimental e pronunciei baixinho algumas palavras antes de desligar o som. Fora o oi que eu dei para a minha mãe aquelas palavras foram as unicas que eu pronunciei a tarde. As palavras eram "não sinto mais sua falta"

quinta-feira, 10 de março de 2011

Viver × Holofotes × Ócio


O sabor do ócio é indescritível. Somente o meu coração sabe o que estou tentando dizer. O Enlevo envolve meu corpo delicadamente pousando sob a luz do sol incandescente que ilumina a minha visão para aquele horizonte infinito de vastas riquezas que nem mesmo olhos de anjos conseguem ver. A sensação é incrível. Eu fico comigo mesmo aqui, deitado nesses finíssimos grãos de areia da praia apenas observando os holofotes do céu iluminando as perfeitas curvas do corpo dela e sentindo a doce brisa assoviando uma bela canção que acaricia lentamente a minha pele e ovaciona o meu cansaço. Cansaço de fazer nada. Belo cansaço! Bons tempos eram aqueles em que eu estava disposto a fazer tudo, repito, tudo. Tudo por uma boa tarde de descanso.

Desejo × Platônico × Voz


Era muito engraçado quando ela abria a boca para falar. A voz dela sempre foi um pouco rouca, porém dessa vez estava rouca e fina, era difícil definir uma coisa só e mais difícil ainda era não se encantar pela voz dela. Ela falava baixinho como sempre, mas era possível escutar as palavras pulsarem dentro do meu coração e não havia rapaz que não parasse para ouvi-la cantar. Conquistava o coração de todos os jovens rapazes que passavam por lá. Conquistou inclusive o meu coração que era muito disputado pelas damas e até então era indomável. Não acredito em amor platônico, ou pelo menos não acreditava até ter conhecido ela. Ela era uma artista talentosa, vivia viajando e fazendo turnês pelo mundo, e aquela foi a unica vez em que pude vê-la, pois foi o único show que ela fez na cidade. Aliás, lembro-me bem pois foi feito ao ar livre e foi no inicio da carreira dela e na minha adolescência quando eu ainda transbordava de amor para dar a ela. Tudo não passou de um desejo momentâneo.

Whisky × Olhares × Certeza


"... Ela fica lá naquele bar todo dia balançando delicadamente aquele copo de whisky, dando belas risadas e conversando sobre moda com as amigas dela, apenas me olhando no cantos dos olhos. Ela nunca soube disfarçar bem o amor que ela tinha por mim e entre essas trocas de olhares ela as vezes me lançava um olhar mais intenso e eu correspondia com um simples sorriso. Eu era tímido e não tinha coragem de chegar nela e convida-la para dançar. Apenas ficávamos trocando olhares. Eram gestos discretos e simples, mas continham neles um sentimento de amor inexplicável que somente o nosso coração podia sentir e que logo era limitado pela nossa classe social. Não por nós jovens apaixonados, mas sim pela sociedade que não queria aceitar tal fato. Logo ela, criada em uma familia nobre de Riot-ville que vestia-se como uma princesa sempre com aqueles longos vestidos rosas claros e com uma maquiagem perfeita que se encaixava delicadamente em seu listo rosto redondo. Seu cabelo sempre estava penteado, ou eu pelo menos nunca tinha visto ele de outro jeito. Por onde ela passava ela arrasava, tanto com manés que ficavam babando enquanto elas desfilava quanto com as garotas que a invejavam. Ela nunca foi esnobe e talvez ela fosse a unica garota de Riot-ville em que me interessei. Nunca fui com a cara do pessoal do lado de lá da cidade, sempre metidos de narizes empinados se achando melhores que nós, mas ela me fez acreditar que nem todos são assim, a simplicidade e o glamour dela me conquistaram de um tal modo que fez eu esquecer que estava em um bar de classe alta e gente fina, e que eu estava sendo o assunto de risada de todas as mesas pelo simples fato de eu morar no zona norte de Riot-ville e por eu ser de uma familia humilde. Mas eu não fiquei abalado e nem triste, eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser na garota que eu mais amo, e que estava na minha frente aquela hora. Apenas trocamos olhares a noite toda, mas quando eu saí de lá, mesmo com todos rindo de mim eu tive a unica certeza. Eu amo ela, e pra mim nada mais importa."